Isolamento Flexível
Borrachas Elastoméricas
Espuma elastomérica de célula fechada com barreira de vapor incorporada, para tubulação de água gelada, HVAC e refrigeração.
A borracha elastomérica resolve um problema que os outros isolantes do catálogo não resolvem: condensação em tubulação fria. Numa linha de água gelada, o ar úmido encosta na superfície fria, condensa e a água pinga no forro, corrói a tubulação e destrói o isolamento por dentro. A elastomérica tem célula fechada e fator de resistência à difusão de vapor acima de 10.000, o que significa barreira de vapor incorporada — sem necessidade de manta extra. E, sendo flexível, o tubo entra deslizando na linha e a manta contorna curva e registro sem emenda complicada.
Diferenciais
- Barreira de vapor incorporada: dispensa camada extra contra condensação
- Flexível — o tubo desliza na linha e a manta contorna curva e válvula
- Autoextinguível: não propaga chama e não goteja
- Isenta de fibra, CFC e HCFC — instalação sem máscara e sem coceira
- Boa absorção acústica de ruído hidráulico na tubulação
- Resistente a envelhecimento, óleo, água e putrefação
Especificações
- Temperatura de trabalho de -40 °C a +105 °C (mínima -60 °C, máxima +110 °C)
- Condutividade térmica de 0,033 W/m·K a 0 °C
- Fator de resistência à difusão de vapor µ ≥ 10.000
- Absorção de água de 0,06 kg/m²
- Densidade de 55 a 75 kg/m³, em manta e tubo
- Comportamento ao fogo BL s3 d0 (EN 13501-1)
Aplicações principais
- Tubulação de água gelada e central de climatização
- Sistema HVAC-R, ar-condicionado e refrigeração
- Câmara frigorífica, antecâmara e criogenia
- Linha de aquecimento e retorno de água quente
- Sala técnica, casa de máquinas e instalação comercial
- Indústria automotiva, petroquímica e naval
Por que ela e não uma fibra mineral
Em tubulação fria a diferença não é de desempenho térmico, é de vapor.
- Fibra mineral deixa o vapor passar e a água condensa dentro do isolamento
- A elastomérica barra o vapor pela própria estrutura de célula fechada
- Não solta fibra: instalação sem máscara, e sem contaminar ambiente limpo
- Flexível: acompanha curva, luva e registro sem recorte a cada peça
- Em tubulação quente acima de 110 °C, aí sim a lã de rocha é a indicada
Dados técnicos
Propriedades físicas
| Propriedade | Valor | Método de ensaio |
|---|---|---|
| Condutividade térmica (λ) a 0 °C | 0,033 W/m·K | EN ISO 8497 |
| Resistência à difusão de vapor (µ) | ≥ 10.000 | GB/T 17794 |
| Temperatura de utilização | -40 °C a +105 °C (min. -60 / máx. +110) | ISO 8142 |
| Comportamento ao fogo | BL s3 d0 | EN 13501-1+A1 |
| Absorção de água | 0,06 kg/m² | EN 13472-A |
| Densidade (manta e tubo) | 55 a 75 kg/m³ | ISO 845 |
O fator µ acima de 10.000 é o número que importa nesta linha: é ele que traduz a barreira de vapor incorporada e o que evita a condensação interna que arruína o isolamento de tubulação fria.
Espessuras de linha
| Família | Espessura | Tolerância |
|---|---|---|
| F | 9 mm | ±1,5 mm |
| I | 13 mm | ±1,5 mm |
| H | 19 mm | ±1,5 mm |
| M | 25 mm | ±2,0 mm |
| R | 32 mm | ±3,0 mm |
| T | 51 mm | ±3,0 mm |
A espessura necessária vem do cálculo de ponto de orvalho: depende da temperatura do fluido, da temperatura e umidade do ambiente e do diâmetro do tubo. Informe esses dados que fazemos a conta — espessura insuficiente condensa por fora, e espessura em excesso é dinheiro parado.
Mantas — dimensões padrão
| Espessura | Largura | Comprimento do rolo |
|---|---|---|
| 6 mm | 1000 mm | 20 m |
| 9 mm | 1000 mm | 18 m |
| 13 mm | 1000 mm | 12 m |
| 19 mm | 1000 mm | 8 m |
| 25 mm | 1000 mm | 6 m |
| 32 mm | 1000 mm | 6 m |
Imagens da aplicação
Perguntas frequentes
Por que a tubulação de água gelada sua mesmo isolada?
Quase sempre por dois motivos: espessura insuficiente ou barreira de vapor falhando. Se a espessura estiver abaixo do que o ponto de orvalho exige, a superfície externa do isolamento fica mais fria que o ar e condensa por fora. Se a barreira de vapor estiver rompida — emenda mal colada, corte no cotovelo, fita faltando —, o vapor entra e condensa por dentro, o que é pior porque não se vê. A elastomérica resolve o segundo caso por construção, mas exige colagem correta das emendas.
Qual espessura de borracha elastomérica eu preciso?
Sai de um cálculo de ponto de orvalho, não de tabela fixa: entram a temperatura do fluido, a temperatura e a umidade relativa do ambiente e o diâmetro do tubo. Uma linha de água gelada a 5 °C num ambiente a 30 °C com 80% de umidade pede bem mais espessura que a mesma linha numa sala climatizada. Mande esses quatro dados pelo WhatsApp que devolvemos a espessura e a família correspondente.
Precisa de cola específica para instalar?
Sim, e é onde a instalação costuma falhar. A emenda tem de ser colada com adesivo de contato próprio para elastomérica, aplicado nas duas faces, com o tempo de espera respeitado antes de unir. Emenda apenas encostada ou fechada só com fita abre com o ciclo térmico e vira a porta de entrada do vapor. Fornecemos a cola e a fita adesiva da linha junto com o material.
Borracha elastomérica serve para tubulação quente?
Serve até o limite dela, que é 105 °C em uso contínuo e 110 °C de pico. Isso cobre água quente sanitária e retorno de aquecimento. Acima disso — vapor, caldeira, linha de processo industrial — ela não atende e a indicação passa a ser lã de rocha em tubo pré-moldado, que suporta temperatura muito mais alta.
Ela solta fibra como a lã de vidro?
Não. É espuma elastomérica, sem fibra nenhuma, e também isenta de CFC e HCFC. Na prática isso significa instalação sem máscara nem coceira, e nenhuma fibra circulando depois — o que a torna a escolha natural em hospital, laboratório, cozinha industrial e qualquer ambiente onde não se pode contaminar o ar.
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